URGENTE: PM levando companheirxs do MTST para delegacia no Morumbi

Atualização em 08.12 às 15 horas através do facebook do MTST: Agradecemos a todos os companheiros e companheiras que de alguma forma ajudaram a publicizar o ocorrido há pouco na Ocupação Dona Deda, informamos que a situação já está resolvida e nossos companheiros já estão indo pra casa. Depois daremos mais informes do ocorrido. MTST, A luta é pra valer!

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Publicado as 19h10 de HOJE (07.12) no facebook do MTST

“Urgência urgentíssima:
A todos os companheiros e companheiras apoiadores da luta popular:
Agora a pouco, agentes da polícia militar espancaram, agrediram verbalmente famílias e acampados da Ocupação Dona Deda (Jardim Ingá).
Segundo informes dos companheiros, um policial queria por queria levar uma moto de um dos acampados (a moto estava com documentação em dia) e se irritaram quando perceberam que uma senhora que portava uma criança de colo no braço estava filmando. Dai o que se viu forma viaturas chegando de todos os lados espancando, agredindo verbalmente e ameaçando de morte os acampados.
Neste momento cerca de três (não temos o número ao certo) companheiros estão sendo levados para a delegacia do Morumbi.
Pedimos para quem puder se dirigir até lá para ajudar na retirada e impedir que sejam agredidos na delegacia.
Não podemos aceitar que a população pobre que luta seja tratada como marginal por agentes do estado.”

Desmilitalizar as polícias – um bom começo.

Artigo do DAR e do Movimento Mães de Maio.

Retirado de: http://coletivodar.org/2013/11/desmilitarizar-as-policias-um-bom-comeco-artigo-do-dar-e-do-movimento-maes-de-maio/

A irracionalidade fardada que ocupou os telejornais e as ruas durante os protestos de junho serviu para recolocar na agenda pública um debate que ainda não foi encarado de forma suficiente pela sociedade. Até quando vamos tolerar ser vigiados, perseguidos, controlados, encarcerados e violentados pelas forças do Estado?

por Movimento Mães de Maio, DAR – Desentorpecendo a Razão

LE MONDE DIPLOMATIQUE

No dia 5 de outubro, completaram-se 25 anos da promulgação da Constituição Federal. Ao contrário dos que se recordaram da data para celebrar a “Constituição cidadã” ou um suposto início de uma nova etapa de democracia e liberdades civis no país, para nós essa ocasião foi de protesto – assim como o dia 2 de outubro, aniversário de 21 anos do Massacre do Carandiru.

Essas duas datas têm mais do que o começo de outubro em comum. Elas estão tão imbricadas quanto violência e desigualdade social, autoritarismo e racismo, Estado penal e capitalismo: fazem parte de um olhar sobre a história de nosso país que invariável e inevitavelmente nos remete ao sofrimento dos de baixo e ao autoritarismo excludente dos de cima – desde que o Cabral era outro e os Amarildos caminhavam descalços por nossas matas ainda preservadas.

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Apesar dos 150 amanhã ainda há de ser greve

Resposta do Professor Tonico a carta dos 150 professores da FFLCH

ME GUSTAN LOS ESTUDIANTES

ANTONIO CARLOS ROBERT MORAES
Professor Titular do Departamento de Geografia – FFLCH/ USP

Me gustan los estudiantes quando a contenção das contratações começa a tornar inviável cumprir as grades curriculares e mesmo assim o corpo docente continua dando aulas para classes cada vez maiores, porém, hipnotizados pelo culto da ordem, não se rebela contra a situação;

Me gustan los estudiantes quando o governador fazendo uso de uma discutível prerrogativa legal, não utilizada na USP há mais de três décadas, desde o governo democrático de Franco Montoro (nunca utilizada na UNICAMP, e causadora da maior crise institucional vivida pela UNESP), não escolhe o primeiro indicado de uma também discutível lista de reitores, e o corpo docente da universidade não se revolta e parte dele ainda busca justificativas para a arbitrária e inaceitável atitude;

Me gustan los estudiantes quando este mesmo governador, no início de seu mandato, tenta se apossar dos fundos específicos da USP no Tesouro Estadual e o corpo docente se comporta como se não se tratasse de uma medida administrativa altamente lesiva para a instituição e um pequeno grupo de docentes, elevados ao staff governamental, são os artífices de tal medida;

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Quem matamos Amarildo?

Retirado de: https://badernamidiatica.milharal.org/quem-matamos-amarildo/

Um artigo de Matheus Pichonelli publicado na Carta Capital chama atenção para uma relação que precisa ser estabelecida e debatida, entre o cinema brasileiro recente e a legitimação da violência do Estado. O argumento geral é o de que a plateia que vibrou com as torturas e execuções praticadas em Tropa de Elite autorizou a barbárie que hoje se volta contra ela. O Brasil que aplaudiu de pé o personagem Capitão Nascimento teria optado por negar o papel civilizacional do Estado, pois legitimava a tortura, morte e desaparecimento de muitos, incluindo Amarildo de Souza, assassinado numa UPP durante sessão de choques elétricos e sufocamentos comandada – como no filme – por um oficial do Bope.

Ainda que concordemos com alguns pontos dessa leitura, é preciso questionar outros tantos, retomando assim o intenso debate ocorrido em diversos meios – ligados ao cinema, à militância política, às universidades, etc. – na época do lançamento de Tropa de Elite. O momento atual, em que se discutem mudanças na política de segurança pública e o papel da mídia na criminalização das lutas sociais, impõe esse debate. A presente crítica ao artigo da Carta Capital (que teve o mérito de recolocar a questão) é nossa primeira contribuição nesse sentido. Ela se divide em três partes, sendo a primeira sobre a obra e sua recepção imediata (Por que os aplausos?), a segunda a respeito dos discursos sobre a violência urbana e seus lugares sociais (De onde vêm os aplausos?), a terceira sobre os pressupostos culturais que podem esvaziar uma crítica à violência estatal (Para quem são os aplausos?). A depender dos rumos deste debate, outros textos poderão ser elaborados num segundo momento.

Quem matamos Amarildo? Reflexões sobre cinema e violência no Brasil

 

Parte I – Por que os aplausos?

Tropa de Elite foi um fenômeno cinematográfico único no Brasil das últimas décadas. Sucesso absoluto de mercado (inclusive pirata), de crítica e de público, o filme invadiu a linguagem do cotidiano com os jargões do Capitão Nascimento, gerou intensos debates nos mais variados meios e polarizou posições políticas a respeito da violência estatal, dos direitos humanos, da guerra às drogas e de outros temas. Central naquele contexto era a discussão sobre as intencionalidades envolvidas na produção. Deixando de lado as visões ingênuas de que se tratava de um “retrato fiel e neutro da realidade” ou de “uma produção artística sem compromisso com seu contexto social” restavam duas posições diametralmente opostas: tropa de Elite era uma crítica ou uma legitimação dos métodos de tortura e extermínio nas favelas do Brasil.

Tanto na época quanto hoje – e apesar do que se possa dizer sobre Tropa de Elite 2 (2010) – a posição daqueles de nós que se envolveram em tal debate foi a de que o público que aplaudiu a tortura podia ter (e de fato tinha) muitos defeitos, mas não o de ser incapaz de compreender a obra. O que tinham diante dos olhos era um filme cuidadosamente construído para que a violência estatal (incluindo a tortura e o extermínio) gerassem aplausos.

Todas as opções estéticas e narrativas de Tropa de Elite se encaminham para o reconhecimento de uma figura de herói salvador e redentor no Capitão Nascimento e de uma instituição infalível e incorruptível no Bope. A narrativa a partir de um drama doméstico do narrador onisciente, ao estilo dos filmes policiais norte-americanos, produz uma identificação do espectador que poderia dar margem à crítica desde que em algum momento seus valores inabaláveis ou sua infalibilidade fossem colocadas em questão. Não é o caso, pois os discursos que se contrapõem ao do “herói” são tão toscos que levam à aversão imediata do expectador. No filme, o Bope é a única instituição não dominada pela corrupção, o que vale também para cada um de seus agentes. O “sistema” envolve moradores das favelas, policiais convencionais, universitários, todos estereotipados e estigmatizados como agentes da violência, sendo a “missão” do Bope “corrigir”, pela tortura e extermínio, os males que essas pessoas causam.

Não por acaso, no auge do sucesso de Tropa de Elite um coronel da PM se sentiu autorizado a definir sua instituição como “inseticida social”, pois a desumanização do inimigo estava garantida pela eficácia do discurso de Padilha (e evidentemente, por tudo que veio antes nesse sentido, especialmente na televisão). Naquela ocasião, disse o mesmo oficial que “quem não gosta do caveirão gosta de maconha, quem não gosta do caveirão, gosta de cocaína”. Baseando-se em Tropa de Elite, e não no cotidiano dos morros, seu discurso é verdadeiro: a reação à violência estatal só pode partir de quem tem interesses – como traficante, usuário ou policial corrupto – no narcotráfico. A constatação da relação entre mercado de drogas ilícitas e violência, que poderia servir para questionar a política de guerra às drogas, apenas a reforça. O filme se presta integralmente à defesa da indústria da morte garantida pela criminalização.

Como afirma outro texto que dá sequência a este debate (escrito por Antônio David e publicado no Viomundo), a capa da revista Veja que cristalizou a imagem do Capitão Nascimento como “primeiro super-herói brasileiro” incentiva uma política aberta de tortura e extermínio, num discurso que abusa de eufemismos (como chamar o personagem de “implacável com os bandidos”). Porém, boa parte do que diz aquele semanário sensacionalista encontra sustentação na própria narrativa do filme (sobretudo o primeiro, ainda que a capa tenha vindo na esteira do segundo).

Se uma revista sem nenhuma seriedade jornalística ou compromisso com a democracia criou um super-herói torturador de pobres e negros, seu trabalho foi facilitado por Padilha, que forneceu todas as peças e uma narrativa convincente para essa nova figura do Panteão Nacional – que, aliás, já contava com personagens históricos que cumpriram papéis semelhantes. (Um parênteses: Duque de Caxias, cultuado até hoje como patrono do Exército Brasileiro, se apresentava como “pacificador” diante dos “bandidos” do sertão do Maranhão, que nada mais eram que camponeses rebelados contra as arbitrariedades e o racismo do Estado. Tal como o Capitão Nascimento, ele os exterminou de forma “implacável” e pode legitimamente ser reconhecido como seu precursor.)

O discurso de Tropa de Elite, apropriado e adaptado (mas não inventado) pela mídia conservadora legitimou, como sabemos, as operações de guerra e a criação das UPPs no Rio de Janeiro. Os brasileiros se acostumaram a remakes de Tropa de Elite, com direito a rajadas disparadas de helicóptero e a defesas da tortura como método. Os aplausos continuam, pois o filme já ensinou que os tiros só atingem “bandidos” (nenhuma vítima executada pelo Capitão Nascimento é, como Amarildo, apenas morador do morro) e que a tortura é infalível e necessária (nenhuma vítima de tortura em Tropa de Elite é, como Amarildo, alguém sem envolvimento com o crime e, portanto, incapaz de revelar algo de “útil”).

Amarildo, a vítima-padrão do Bope, não existe em Tropa de Elite, pois os “homens de preto” são infalíveis e suas vítimas são “bandidos”.

O Caveirão, instrumento-padrão do Bope, também não existe em Tropa de Elite, pois os “homens de preto” são destemidos e não os covardes da vida real.

Tudo isso são opções narrativas e estéticas que tendem a provocar aplausos em um público já envolvido pelo discurso da mídia corporativa, que divide o mundo em “cidadãos de bem” e “bandidos”. Nesse discurso, a decisão sobre a vida e a morte, nas mãos dos “infalíveis” do Bope, tem por critério o caráter bom ou mau do indivíduo e não os cortes de classe e raça que os dados sobre violência no Brasil demonstram fartamente. Ao contrário do que afirma o texto de Carta Capital, ser alvo ou não da violência estatal não é questão de sorte e o fato de o primeiro Tropa de Elite terminar com a arma apontada para a plateia não gera qualquer identificação com quem está na mira. Voltaremos a isso num outro momento.

Não, estas armas não estão apontadas para todos os brasileiros.

Considerando essas e outras opções, é nítido que Padilha desejou aqueles aplausos, ainda que provavelmente não pudesse prever o quanto seria bem sucedido. Pode ter desejado por convicção ideológica (lembremos que o diretor é colaborador do think tank conservador Instituto Millenium) ou por esses aplausos representarem um maior sucesso para sua mercadoria. Mas é ingenuidade crer que não esperasse que sua narrativa fosse apropriada para uma maior legitimação da violência estatal. É difícil imaginar que um diretor de reconhecida competência e capacidade técnica e artística como é José Padilha (talento reconhecido até por Hollywood, que colocou em suas mãos o novo Robocop) tenha feito tantas opções coerentes sem querer.

Mas o leitor pode perguntar: e Tropa de Elite 2? Ele não nega essa intencionalidade ao mostrar tanto os podres da política de segurança quanto as boas intenções de um crítico dos massacres nas favelas? Sem dúvida há uma mudança de perspectiva e uma narrativa mais complexa nessa sequência, mas o essencial já estava dito e podia ser pressuposto. A complexificação da narrativa vai no sentido de integrar a corrupção política à violência urbana. A legitimidade da violência estatal é pressuposta, o problema está na “corrupção”. Afinal, que dizer da cena em que Mathias, um digno oficial do Bope é assassinado ao tentar cumprir seu dever de policial honesto, torturando um “bandido”? A identificação do público deve ser, mais uma vez, com quem tortura para fazer o bem e que, neste caso, é vítima de quem executa para fazer o mal.

Tropa de Elite 2 de fato é um filme crítico à política de segurança no Brasil, mas trata-se da nossa conhecida crítica moral à corrupção e não da necessária e urgente crítica à violência do Estado contra sua população. De resto, com o primeiro Tropa de Elite, Amarildo já estava na conta do Padilha – como estava na de muitas outras pessoas, mas não na de um genérico “Brasil” como afirma o texto da Carta Capital. Como veremos a seguir, as responsabilidades pela violência estatal neste país não se dividem igualmente entre seus cidadãos.

O Rio de Janeiro continua lindo…

Apesar da invasão da polícia à casa de anarquistas e manifestantes,  apesar das diversas ameaças da polícia federal, amanhã há de ser outro dia! Junto com o apoio do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro, segue o vídeo “GTA da Vida Real” para mantermos nossos corações esperançosos.

Agora, comunicado retirado do blog autogestão.org sobre prisão de anarquistas no RJ:

Ditadura do Kapital: perseguição política a anarquistas no Rio de Janeiro

Companheirxs desse mundo afora, vivemos no Rio de Janeiro uma verdadeira insurreição popular. O povo cansado de ser massacrado não tem mais tolerância com seus carrascos. Depois de Junho, com o aumento da passagem, nesse 7 de outubro mais uma vez a multidão tomou as ruas. Estima-se que 50 a 100 mil pessoas tenham ido a manifestação pela greve dos profissionais da educação (estado e município), há muito sucateada pelos poderes públicos que se negam a negociar um salário digno com professores e que pretendem aumentar cada vez mais o ensino privado e em moldes empresariais. A educação se tornou pauta de todxs e ultrapassou a questão meramente da categoria grevista. Ninguém aguenta mais a ditadura do kapital levada a cabo no Rio pelas mãos de ferro do governador-ditador Cabral, quanto mais perto da Copa, mais perdemos nossos direitos básicos e mais nós, trabalhadorxs que somos a base dessa cidade e que tudo nela fazemos e construímos, somos roubadxs.

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Hoje, dia 11 de outubro, a militante da Organização Anarquista Terra e Liberdade, Ana Cristina, professora do estado e do município, teve a casa de sua mãe invadida pela Polícia Federal as 6h da manhã, que foi revirada e apreenderam aparelhos eletrônicos e computadores. Sabemos também que seu SIGILO TELEFÔNICO foi quebrado desde o dia 4 de Julho. A militante foi detida no 7 de Setembro, data da comemoração militar da “Independência”. Comemoramos 1 mês da maravilhosa paralização do desfile militar, nunca antes vista no Brasil, onde manifestantes da esquerda combativa entraram no desfile em frente ao Palácio Duque de Caxias e esfregaram na cara dos militares torturadores seus escudos com homenagens aos mortos e mortas na Guerrilha do Araguaia, jovens executados, torturados, desaparecidos até hoje. Ao que tudo indica, a PF está realizando 20 mandatos de apreensão e busca para pessoas que foram detidas nessa data (64, é você?) a mando da INTERPOL, a fim de caçar “grupos anarquistas”, o Anonymous e supostos integrantes do Bloco Negro. A caça vai continuar ao longo do dia, já recebemos mais informações de que mais militantes da OATL estão sendo abordados com esses mandatos, mas ainda não temos maiores informações.


Nos escudos: Lamarca, Iara, Jana, Nara…

Não toleraremos um ataque desses! Lutar não é crime! ABAIXO A DITADURA DO KAPITAL!! A corja está em complô para barrar a revolta popular, mas somos milhões e queremos sua cabeça. Não adianta ter comissão especial, lei especial, juntar todos os níveis de governo, juntar Força Nacional, PM, Bope, NINGUÉM VAI CALAR A REVOLTA POPULAR! Todo poder ao povo!

O Estado tenta nesse momento criminalizar o anarquismo e os movimentos sociais, chamando todxs de terroristas e nos enquadrando em Leis de Segurança Nacional. Somos militantes! TERRORISTA É O ESTADO QUE MATA TODOS OS DIAS!

Nenhum passo atrás! Toda solidariedade as presas e perseguidas políticas! Pelo fim do terrorismo de Estado!

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