NÃO AO GOLPE! BUROCRACIA MANOBRA VOTAÇÃO NO C.O. E APROVA DESVINCULAÇÃO DE HRAC À USP

Via Facebook de CEGE USP

O C.O. desta terça-feira, 26.08, foi convocado para que fosse discutido e deliberado sobre as desvinculações dos hospitais universitário à USP, a implementação do PDV (Plano de Demissão Voluntária) e o reajuste salarial dos trabalhadores e docentes da universidade. 
O conselho ocorreu no IPT, no qual uma grande manifestação foi convocada por estudantes e funcionários e contou com a participação massiva dos alunos da Medicina e Odontologia, além dos trabalhadores dos hospitais, parte dos principais afetados caso tal desvicunlação fosse aprovada.
Por volta das 17h, a manifestação que já contava com mais de 2 mil pessoas foi recebida com a gratificante notícia de que as desvinculações haviam sido retiradas das pautas e só voltariam a ser discutidas em C.O. após 30 dias, período no qual um amplo debate devaria ser realizado. Satisfeitos, muitos manifestantes deixaram o local, quando após cerca de uma hora a notícia de que a desvicunlação do HRAC havia sido aprovada foi passada no caminhão de som. Momentos depois, os RD’s dos trabalhadores e dos estudantes chegaram e confirmaram tal notícia, esclarecendo que através de uma manobra da diretora do FOB (Faculdade de Odontologia de Bauru) e do Zago, a proposta da desvinculação apenas do HRAC poderia ser realizada, pois foi alegado que “não havia necessidade de debater o assunto”. Os RD’s fizeram questões de ordem alegando que isso já fora retirado das pautas, quando Zago respondeu que não acataria tal questão, pois tinha poderes absolutos de retirar ou colocar propostas, que a desvinculação seria votada e após isso o C.O. seria encerrado.
Contando com o apoio dos tecnocracas canalhas sem catáter da burocracia uspiana (dentre eles, o nosso ilustre diretor Sergio Adorno), a proposta foi aprovada por ampla maioria (dentro da cupula minoritária com interesses sórdidos que cumpunha tal espaço). Como prometido, após isso o conselho foi encerrado e uma reunião para próxima terça, 2.9, marcada.
Ainda muito tristes e emocionados, trabalhadores e estudantes mobilizados encerraram a manifestação, com a vitória parcial da discussão da desvicunlação do H.U. prorrogada, e a amarga derrota da perda do HRAC.

CERVEJADA CANCELADA, FOCO NA LUTA!

A assembleia da FFLCH marcada também para esta terça não ocorreu, primeiramente pela não adesão da maioria dos cursos da FFLCH a sua realização, e segundo pela manifestação no C.O., que era prioridade, ter ocorrido até a noite. No entanto, estudantes da Geografia reunidos naquele espaço optaram pela não realização da cervejada contra o arrocho que ocorreria na quarta. Tal decisão foi tomada levando em conta que a cervejada foi marcada antes de sabermos que o calendário da semana contaria com um evento muito importante na quarta: a reunião de negociação na ALESP. Portanto, ficou decidido que daremos peso a tal evento e iremos para ALESP deixar claro que NÃO ARREGO! NOSSA LUTA É JUSTA!

AUDIÊNCIA NA ALESP, 4F: ônibus saírão da USP às 13h. Concentração em frente ao MAC.
_CEGEUSP

Pro estudantil também não tem arrego! Apontamentos sobre os passos da greve

Estamos em meio a uma greve histórica na Universidade de São Paulo. Após sucessivas investidas privatizantes da Reitoria, as três categorias – aliadas às outras das demais estaduais – se ergueram em unidade com o objetivo de enfrentar o Governo do estado e derrotar o seu projeto de universidade. Já são três meses de greve, piquetes, trancaços e muita resistência, e a cada recusa da burocracia em negociar, a cada novo ataque, o conjunto do movimento em greve continua a repetir: NÃO TEM ARREGO! Afinal, conforme os dias passam e a luta se aprofunda, fica mais evidente que combatemos a precarização e sucateamento do ensino superior público com fins à privatização. Que combatemos a elitização da universidade e o seu fechamento para a população que se encontra fora de seus muros, sejam eles físicos ou institucionais, que nos colocamos em oposição direta às pretensões dos de acima. No entanto, mais do que simplesmente afirmar isso em palavras e belos discursos, colocamos a necessidade de expressar essa oposição na realidade concreta, nas ruas e ações diretas em aliança com xs trabalhadorxs.
A compreensão dessa necessidade tem partido de alguns setores do Movimento

Estudantil e do Movimento dxs Trabalhadorxs como um todo. Marco Antônio Zago, o encarregado pelo Governo do PSDB em aplicar o seu projeto político para a universidade, tem percebido o perigo de essa aliança se concretizar de maneira mais potente – o que se daria a partir da entrada massiva dxs estudantes na luta – e pouco a pouco orquestra ataques para desmobilizar o polo mais intenso e radicalizado dessa greve, xs trabalhadorxs. Assim, desde Julho, tem se utilizado da Polícia Militar e da burocracia universitária – na figura dxs diretorxs de unidades – para avançar contra xs lutadorxs. Não à toa, desde então tivemos cortes de ponto, sucessivas investidas da PM e a formulação de um documento cheio de medidas – como: desvinculação dos Hospitais Universitários, desvinculação dos programas de permanência, plano de demissões voluntárias e muitas outras – que apontam nitidamente para o desmonte da universidade.
A postura dxs trabalhadorxs frente a essas investidas tem sido exemplar, sem recuar, vêm respondendo à violência do Estado com a resistência dos movimentos de luta e contestação, fazendo dos trancaços e piquetes suas principais ferramentas para pressionar os de acima. As operações militares que enfrentamos nessa última semana – a repressão contra o trancaço no dia 20.08 e a reintegração do acampamento no dia 24 do mesmo mês – são evidências de que Zago e sua trupe compreendem a força e ameaça desses métodos, e por isso fazem de tudo para que não continuem a ocorrer.
Os acontecimentos dessa última semana, caracterizados por um lado, pelo recrudescimento da repressão, e por outro, pela intensificação da mobilização e radicalização, montam o cenário para enfrentamentos cada vez mais importantes. De um lado, a Reitoria demonstra que a derrota da greve é uma questão de honra e um passo fundamental para a implementação de seu projeto, de outro, o conjunto do movimento grevista entende a necessidade de barrar esses novos ataques da burocracia. Diante disso, faz-se extremamente necessária a entrada massiva dxs estudantes em cena! Desde o início do Movimento, pontuamos a importância do Movimento Estudantil se assumir enquanto um setor avançado e radicalizado nessa luta, assim como fizemos em 2007, em 2011 e no ano passado. Os ataques da Reitoria não afetam somente xs trabalhadorxs, mas o conjunto da comunidade universitária e representa a nítida tentativa de desferir um duro golpe ao ensino superior público e aos movimentos de resistência internos à universidade.
Não podemos de modo algum naturalizar as medidas expostas no documento formulado pela casta burocrática da USP, não podemos de modo algum naturalizar as contínuas investidas da PM para desmanchar piquetes, trancaços e reprimir os movimentos em luta. A partir de hoje, é mais do que necessário que xs estudantes voltem à luta, incendeiem o Movimento e a Universidade, demonstrando que estão unidxs com xs trabalhadorxs na luta contra a burocracia, Zago e o Governo do estado de São Paulo. A partir de hoje, é mais do que necessário que o conjunto do Movimento Estudantil radicalize suas ações, e demonstre na prática, na ação direta, que aqui NÃO TEM ARREGO!
NENHUM PASSO ATRÁS, AVANCEMOS

[CALENDÁRIO DA SEMANA – GREVE]

Retirado de GREVE USP 2014

SEGUNDA FEIRA (25/AGO)
 8h: Café da manhã no HU.

10h: Ato unificado com os trabalhadores do HU (do HU até o HC)

Indicativo para atividades unificadas entre as três categorias nos cursos.

18h: Ato público na SanFran contra a criminalização dos movimentos sociais.

TERÇA FEIRA (26/AGO)
10h: Incorporação ao escracho organizado pelos estudantes da EACH na câmara municipal.

10h30min: Arrastão que sairá do acampamento até o CO.

Indicativo de assembleias de curso

QUARTA FEIRA (27/AGO)
13h: incorporação em atividade que os trabalhadores escolherem para este dia.
Indicativo: compareçamos à audiência pública com a reitoria na ALESP.

18h: Reunião dos estagiários em greve (na Faculdade de Educação)

Indicativo de assembleias de curso

QUINTA FEIRA (28/AGO)
8h: Incorporação à atividade do Engatinhaço da Creche Central até a reitoria (na reitoria às 11h).
18h: Assembleia Geral de Estudantes no Acampamento (caso chova ocorrerá na FAU).
19h: Seminário de Educação Básica (na Faculdade de Educação)

SEXTA FEIRA (29/AGO)
18h: Comando de greve no acampamento.
 9h até às 17h: Seminário de Educação Básica  (na Faculdade de Educação

SÁBADO E DOMINGO (30 E 31 DE AGOSTO)
Encontro dos Estudantes das Três Estaduais (ocorrerá na USP – local a definir)

OBS: Ao longo de toda a semana (dos dias 25 ao 29 de agosto) estará ocorrendo a Semana da Memória, Cultura e Resistência: Cotas e a Luta do Povo Negro.

[HOJE] CAFEZAÇO DE ANIVERSÁRIO NO HU! O HU É NOSSO

Via GREVE USP 2014

25/08, às 7h no Hospital Universitário!

Sintusp chama um grande café da manhã coletivo no HU (Hospital Universitário) para comemorar o aniversário do hospital e lutar contra a desvinculação!

A reitoria da USP  apresentou a proposta de desvinculação do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo. Não basta o corte de material básico e o progressivo sucateamento, o reitor quer resolver a crise orçamentária e as péssimas condições de trabalho no hospital tirando sua autonomia de ensino e de atuação na universidade e na comunidade local, com a desvinculação. Dessa forma, o hospital seria gerido pela Secretaria de Saúde Pública, que já vem seguindo uma lógica de privatização e lucro. A qualidade de assistência deixa de ser prioridade já que quanto mais atendimentos são feitos mais o governo paga para as empresas administradoras.

O Hospital Universitário e sua desvinculação da USP

Levem contribuições para esse grande café-da-manhã coletivo. Bolos, tortas e pães saídos direto do forno são bem vindos! Sucos, chás, leite quentinho e chocolate, também!

Vamos lutar até o fim contra a sua desvinculação. PELO HU DA USP, TODOS AO CAFEZAÇO!

[FORA PM] REINTEGRAÇÃO DE POSSE NO ACAMPAMENTO (REITORIA PIQUETADA)

Via GREVE USP 2014

Ocorreu na manhã de hoje (24/agosto) a a reintegração de posse do prédio da Reitoria onde estavam acampados funcionários e estudantes em greve.

Policiais Militares chegaram ao acampamento, situado em frente ao prédio da Reitoria como forma de garantir o piquete 24 horas, com ordens para desobstruir as portas. Por voltas das 07h30 a porta principal já estava aberta e todas as barracas que estavam no estacionamento, que foram consideradas pela polícia como “esbulho”, também foram retiradas. A polícia foi embora por volta das 08h e o acampamento segue em frente à reitoria apesar de não mais estar bloqueando o acesso.

Os piquetes são métodos históricos e legítimos utilizados pela classe trabalhadora como forma de pressão quando há intransigência e ausência de negociação entre os de acima (chefes, patrões, governos, reitores, etc) e o movimento grevista.

A polícia militar fez o que já se tornou rotina na USP. Interviu militarmente contra os métodos de greve. Se há algum tempo atrás (não tão distante assim) era inconcebível e inadmissível uma ação militar dentro de qualquer que seja o campus universitário, agora a Polícia Militar do Estado de São Paulo – aquela mesma que mais mata nas periferias – entra e sai da Universidade de São Paulo como se fosse a sua grande base móvel.

Só nesta greve já tivemos diversas ações militares contra a greve: PM impedindo piquete em diversos prédios, como no caso do prédio da Odontologia que o chefe de departamento acionou a polícia para impedir que trabalhadores em greve questionassem o ilegal corte de pontos em suas folhas de pagamento; reintegração de posse no acampamento/piquete do Centro de Práticas Esportivas, a reintegração de posse que foi realizada hoje às 06 horas da manhã no acampamento em frente à reitoria, e a ação para abrir os portões da USP no último trancaço que contou com enorme quantidade de armamentos utilizados contra estudantes e trabalhadores.

Balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral, assédio e perseguição parecem ser as únicas ferramentas que a Reitoria possui para administrar a maior universidade do país. O reitor Marco Antônio Zago está disposto a tudo para privatizar a USP e encerrar para sempre o projeto de universidade pública que nós defendemos. Mas nós estamos dispostos a tudo E MUITO MAIS para defender um universidade do povo e para o povo, onde trabalhadores recebam salários dignos, onde não haja terceirização, onde o direito à greve seja preservado e acatado, onde a população pobre e preta que sustenta esta universidade possa ingressar e permanecer em suas salas de aulas, de pesquisas, seus laboratórios e em todos os lugares que quiserem e não apenas nos setores de limpeza onde hoje são maioria.Seguimos em luta porque não admitiremos que os Hospitais Universitários sejam desvinculados de sua maior função: formar profissionais qualificados, cientes de sua função social e acima de tudo: continuar sendo um hospital público à serviço da população!

Todas as nossas tentativas de diálogo com a reitoria se mostraram fracassadas, a resposta sempre foi uma porta na cara e a polícia no nosso pé.

Convocamos todas as pessoas ao acampamento que SEGUE em frente à reitoria piquetada para garantirmos este espaço no que se refere ao dia de hoje. A partir de segunda tomaremos as pŕoximas decisões nos fóruns que lhes cabem: Comando de Greve e Assembleia Geral.

E como já dizíamos desde o começo desta greve: NÃO TEM ARREGO