Repressão no 5º Ato Contra a Copa

Retirado de De Olho na Rua

ELA E ELES
Ela, que nasceu sabe-se lá onde a mando de não se sabe quem. Que viu a mãe apanhar. Que viu os assédios da irmã e – tímida – não sabia o que fazer.

Ela, que ouviu da sociedade que tem culpa do estupro que sofreu. Que perdeu a última ponta de esperança na revolução pacífica quando viu o irmão ser arrastado do morro pro camburão e, de lá, nunca mais teve notícias.

Ela que fez do corpo um templo e do feminismo um trilho. Ela, que hoje cria um filho e não sabe como pagará as fraldas do mês que vem.

Ela não necessariamente é a garota na foto. Ela é uma história mal contada pela opressão diária. E começa em casa. A asa que ela busca ofusca a repressão, a opressão, o patriarcado. A prisão não é só detenção. Não é só essa. ELA  É DO TIPO QUE NÃO PÁRA ENQUANTO NÃO TERMINA O QUE COMEÇA.

Texto: Fábio Chap
Foto: Mídia NINJA

Detenção de manifestantes no Metrô Butantã ontem, durante o 5º Ato “Se não tiver direitos não vai ter Copa”

 

Ato contra a instalação de câmeras e a vigilância!

CONSTRUIR UM FORTE ATO!

BARRAR O PROJETO DE VIGILÂNCIA!

QUINTA-FEIRA

20/MARÇO

14 HORAS

https://www.facebook.com/events/609636442455053/

2014 se inicia marcado por um rombo de mais de 1 bilhão nas contas ameaçando os direitos de trabalhadores e estudantes, com cortes massivos em diversos segmentos da Universidade. Eis que somos surpreendidos pelo anúncio que seria votado na Congregação da FFLCH a imposição de câmeras em todos os nossos corredores para a nossa maior “””segurança””” – [e porque não um pouco mais de controle e vigilância?]

Diante disso está sendo organizado um ato na quinta-feira, as 14H, para mostrar a esses malditos burocratas o que achamos disso.

AVANTE COMPAS!

 

Assembleia Unificada da FFLCH

RIZOMA CONVOCA:

ASSEMBLEIA DA FFLCH

19/março

18 horas

Vão LIVRE da Hist/Geo

Na última Congregação da FFLCH – reunião de burocratas onde estudantes e trabalhadorxs tem uma participação ínfima – fomos pegxs de surpresa com um “simples” informe dado:

câmeras vão ser instaladas em todos os prédios da FFLCH!

A justificativa: algo como conter uma suposta criminalidade que ninguém sabe, ninguém ouve, ninguém vê…, além do “fato” (que ninguém lembra) de que esta decisão teria sido tomada há 5 anos.

Ano passado esse mesmo diretor ensaiou uma ofensiva contra as festas na Faculdade e atacou as trabalhadoras mulheres impedindo-as de levarem seus filhos para o local de trabalho durante os dias em que não havia creche, isso sem contar que nossos “admiráveis” docentes não gostaram nem um pouco dos piquetes realizados ano passado e que foram essenciais para a manutenção da greve.

Câmeras pela FFLCH escondem uma real motivação:

vigiar as atividades de estudantes e funcionárixs!

Lembremos também que estas imagens serão um presente para a Superintendência de Segurança da USP – braço que garante a “ordem e o progresso” do projeto da reitoria e do Estado para a Universidade.

Outra coisa engraçada: em plena crise orçamentária, com cortes de verbas em todos os setores, está sobrando dinheiro para vigilância? Para mais uma licitação viciada e responsável pelo desvio de dinheiro público?

Se deixarmos estas câmeras serem (e permanecerem) instaladas, estaremos a menos de um passo da instalação de catracas!

Não admitiremos o corte de nenhuma verba de permanência e acesso!
Não admitiremos o avanço da sociedade do controle!

Construir um forte ato na Congregação no dia 20/03!
Arrastão por toda a FFLCH!

 

Evento no FACHO-BOOK: https://www.facebook.com/events/507036972740542/

Polícia Civil invade comunidade do Moinho, na capital

Retirado de http://spressosp.com.br

Segundo testemunhas, agentes atiraram a esmo e apreenderam pelo menos um menor de idade; no momento, moradores bloqueiam os dois sentidos da Avenida Rio Branco em represália à ação da polícia

Por Igor Carvalho e Anna Beatriz Anjos

Moradores da comunidade do Moinho fecham os dois sentidos da Avenida Rio Branco em represália à ação dos policias do DENARC (Foto: Igor Carvalho)

Moradores da comunidade do Moinho fecham os dois sentidos da Avenida Rio Branco em represália à ação dos policias do DENARC (Fotos: Igor Carvalho)

Policiais do Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico) realizaram ação na comunidade do Moinho, centro de São Paulo, na tarde desta terça-feira (25). Segundo testemunhas, eles agiram de forma truculenta. Em represália à ação da polícia civil, moradores atearam fogo em móveis e colchões e bloqueiam, neste momento, os dois sentidos da Avenida Rio Branco. A Policia Militar está no local e tenta dispersar o tumulto com bombas de gás lacrimogêneo e tiros de bala de borracha.

O líder comunitário Caio Castor conta que os agentes, que chegaram em uma viatura descaracterizada, atiraram a esmo. Quem estava no local reagiu com pedradas. Neste momento, o carro recuou e retornou acompanhado de outro. A situação se repetiu: vários tiros sem alvo e bombas de gás lacrimogêneo. No chão, próximo ao local de onde foram feitos os disparos, há muitas cápsulas. Segundo uma moradora que não quis se identificar, os policiais rondaram a entrada da comunidade por algumas horas antes de efetivamente entrar, o que teria acontecido por volta das 17h45. “Foi desesperador. Eles entraram atirando para matar. Está todo mundo com medo e a gente acha que eles vão voltar à noite pra terminar o serviço”, relatou à reportagem do SPressoSP.

Bombeiros tentam controlar as chamas da barreira montada pelos moradores

Bombeiros tentam controlar as chamas da barreira montada pelos moradores

Outro morador, que também preferiu preservar sua identidade, disse ter sido atingido por uma das bombas lançadas.  “Eu levei um susto. Estava na entrada da favela quando atiraram uma bomba que pegou na minha cabeça. Me escondi do lado da lixeira e acho que só por Deus os tiros não pegaram em mim”.

O Denarc confirmou que detenções foram realizadas, mas não informou quantas. De acordo com Castor, pelo menos um menor de idade foi apreendido.

 

Informe na pag do facebook: faveladomoinhoresiste