Moção de solidariedade a greve das Universidades Federais

Nós do Rizoma – uma tendência estudantil formada por estudantes de diversos cursos da USP – gostaríamos de expressar nossa solidariedade e apoio à greve e aos grevistas das mais de 50 universidades federais. Entendemos que a luta por uma educação popular, livre e gratuita é uma só, assim como nossos inimigos nessa luta também formam um só grupo unido – o Estado e seus braços, e os interesses do capitalismo – nós também devemos nos esforçar para fortalecer nossos laços.

Gostaríamos, em especial, de expressar nossa aversão ao braço armado do Estado – a polícia – e seus violentos atos de repressão política ao movimento estudantil da UNIFESP de Guarulhos. Repressão que nos choca por sua violência, e também por ser abertamente política. Ademais, no Brasil atual temos uma população carcerária de cerca de 500mil pessoas, em geral pobres, e que foram presos ou por comercializar produtos ilícitos, ou por atos contra a propriedade privada – o que deixa explícito o papel de classe e político da polícia e do sistema penitenciário. O verdadeiro roubo é a propriedade privada!

Estamos juntos na luta contra a política, a economia e a educação das classes dominantes!

Por uma sociedade sem Estado e sem polícia!

Rizoma – Tendência Libertária e Autônoma – 18/06/12

Blog dos Processados da USP

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Dos processados

 

Os “Processados na USP” são todos os estudantes e trabalhadores que se levantaram contra as últimas medidas do reitor João Grandino Rodas na Universidade de São Paulo que, de forma bastante anti-democrática, estão sendo ameaçados de expulsão.

Agir para impedir o avanço de um projeto privatista na universidade, que está sendo implementado “na marra”, por meio da repressão, foi o “crime” de todos os acusados. Rodas ficou em segundo lugar nas absurdas eleições para reitor (em que apenas o voto de uma pequena parcela de professores titulares tem peso real), mas mesmo assim foi indicado pelo governador então governador José Serra (PSDB) para tomar posse, em 2010. De lá para cá, ele promoveu a entrada da Polícia Militar no campus Butantã (prática pouco comum em campi universitários de todo o mundo), usou um arsenal de guerra para retirar os estudantes ocupados na reitoria e na moradia retomada; retirou dos alunos o espaço destinado ao Diretório Central dos Estudantes (DCE), diminuiu a frota de ônibus circulares internos, que facilitavam a locomoção da população do entorno da USP, organizou perseguições a diretores do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) por quaisquer atitudes de resistência que tivessem, entre outras medidas que não param de ser disparadas.

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PM invade moradia e agride estudantes da UNILA-Foz do Iguaçu

Fora PM do mundo! Por um mundo sem estado, e sem capital!

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=jxCBi7S9chs&fb_source=message

Nota de esclarecimento.

Após as mais diversas versões apresentadas pela imprensa local, nós estudantes da UNILA e moradores  da residência invadida, apresentamos nossa versão dos fatos.
Repúdio
Manifestamos primeiramente e com veemência nosso repúdio ao abuso policial praticado na noite de domingo, 3 de junho, na moradia “Quebrada do Guevara”, onde encontram-se vivendo cerca de sessenta estudantes da Unila, dos quais cerca de vinte e cinco encontravam-se reunidos na área comum da moradia na hora da invasão.
Sob alegação de flagrante ao descumprimento da lei do silêncio, policiais militares invadiram a moradia estudantil. Tal alegação foi imediatamente desmentida pelos vizinhos que disseram nunca ter ouvido um ruído na moradia e que apenas perceberam o ocorrido devido aos disparos efetuados pelos policiais. Essa informação se confirma quando verificado o equipamento de som usado na ocasião do encontro dos estudantes. Tratava-se de duas caixas de som de computador, ligadas num celular, cujo som tocara no interior da moradia.
Diante da resistência de que apenas um representante tivesse que acompanhar um grupo de militares em duas viaturas, os policiais disseram que dariam voz de prisão a quem eles escolhessem. A reação pacífica dos estudantes se deu mediante a exigência de que todos fossem à delegacia para a segurança individual e coletiva do grupo.
Dessa forma estabeleceu-se um impasse e os policiais iniciaram uma agressão indiscriminada. Os estudantes foram espancados. A ausência de policial feminina não impediu que mulheres fossem abordadas, e se não bastasse tal violação, a mesma se deu com excessiva violência. Indefesas, meninas foram arrastadas e golpeadas de cassetete. Num ato de delinqüência de um dos policiais, uma jovem foi chutada várias vezes quando se encontrava deitada cercada por estilhaços de vidro da porta que havia sido estourada. Três disparos foram efetuados, causando pânico entre os estudantes. Muitos ficaram feridos. Oito foram detidos, dentre eles, três brasileiros e cinco estrangeiros.

Moção de apoio dos estudantes em greve no Québec ao movimento estudantil da USP

A Coalizão Larga da Associação pela Solidariedade Sindical Estudantil, que conta com mais de 50% dos 165.000 estudantes em greve do Québec (Canadá), votou (com 1 abstenção e o resto a favor) a seguinte proposta:
Que a Coalizão se coloca oficialmente em solidariedade ao movimento estudantil da Universidade de São Paulo.
A Coalizão se coloca a favor das seguintes posições:

1- Fim do convênio USP-PM e saída definitiva da Policia Militar do campus;

2- Constituição de um comitê com maioria estudantil/trabalhadora para colocar alternativas de segurança na USP;

3- Fim dos processos administrativos e judiciais e expulsões de trabalhadores e estudantes por causas relacionadas à militância política;

4- Fim do processo de privatização da USP e

5- Renúncia do reitor João Grandino Rodas.