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Panfleto de Apresentação do Rizoma 2013
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Rizoma
Somos o Rizoma, uma tendência libertária e autônoma participante do movimento estudantil.
Não queremos o privilégio de mandar, nem a obrigação de obedecer; construímos ombro a ombro. O que queremos não pode ser construído por outras mãos, senão as nossas. Isso inclui não só as lutas do movimento estudantil, mas também a organização de nosso coletivo e nossas atitudes diárias.
Somos de abaixo, como dizem xs zapatistas. Somos aqueles e aquelas que são tão “outrxs” para os que dominam e oprimem. na nossa caminhada, buscamos estar lado a lado com xs trabalhadorxs, xs que lutam por moradia, acesso à cidade, alimentação, as mulheres que se auto-organizam, xs gays e lésbicas, xs marginais, pixadorxs, skatistas, baderneirxs, vagabundxs, pés-rapados, terroristas, gentalha.
Nesse caminhar é constante o construir da coerência, da autocrítica, do discurso e prática inalienáveis; para caminhar ombro a ombro, além de dizer e agir, é preciso ouvir e respeitar a autonomia de todxs essxs, e de todxs que são postxs à margem e abaixo do sistema capitalista e patriarcal- e assim caminhar lado a lado.
Na trincheira da resistência estaremos sempre no lado contrário dos poderes opressores, disciplinares, dominadores, controladores; mas não temos duvida de que resistir é também atacar. Somos de abaixo e é a partir daqui e com xs nossxs que iremos derrubar os de acima.
Carta aberta a clientes e usuários da CAIXA em defesa do bancário Messias Américo da Silva
Carta aberta diagramada em pdf
Carta aberta a clientes e usuários da CAIXA
CAIXA demite o bancárioMessias Américo da Silva
Normalmente, quando tomamos conhecimento da demissão de um bancá-
rio por justa causa, imaginamos que o mesmo possa ter cometido algum ato
desonesto ou algum procedimento comprometedor de qualquer natureza. Não
é o caso.
Trabalhando há 23 anos na CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, o bancário em
questão está sendo demitido simplesmente por lutar por melhores condições de
atendimento para clientes e usuários da CAIXA e pela melhoria nas condições de
trabalho e de salários da categoria bancária como um todo.
Os bancos em geral, cada vez mais, buscam aumentar os seus já astronô-
micos lucros. E na CAIXA isso tem se manifestado também na política clara
de afastar e impedir o atendimento aos clientes de baixa renda nas agências,
direcionando-os aos lotéricos, que atuam como precárias agências bancárias
com condições precárias de trabalho e segurança.
Lutar contra este estado de coisas é o que levou o bancário Messias Américo
da Silva a ser demitido por justa causa. Não há nada que o desabone quanto à
sua honestidade e atitude. E você, cliente e usuário CAIXA (em particular da AG
1608 – B COUTINHO) é pessoa fundamental para que tal injustiça seja revertida.
Todas as alegações da CAIXA foram desmontadas e comprovadamente não
existem elementos para punição, mas a CAIXA insiste nesta demissão. Trata-se,
portanto, de uma demissão política contra um delegado sindical eleito por seus
colegas e com anos de luta e combatividade. E você pode contribuir muito para
esta luta, demonstrando apoio através do abaixo-assinado.
NÃO À PERSEGUIÇÃO CONTRA QUEM LUTA POR SEUS DIREITOS
NÃO AOS ATAQUES CONTRA A ORGANIZAÇÃO DOS TRABALHADORES
PELA REVERSÃO IMEDIATA DA DEMISSÃO E ARQUIVAMENTO DO
INJUSTO PROCESSO
Osasco, fevereiro de 2013
Estudantes não serão expulsxs!
retirado de: http://processadosnausp.blogspot.com.br/2012/12/estudantes-nao-serao-expulsos.html
Comunicado da Reitoria [http://www.usp.br/imprensa/?p=27261]
Comunicado sobre trabalhos das Comissões Processantes
- Repreensão por escrito: nos casos da ocupação da Reitoria e do Bloco “G” quando as razões apresentadas pelo aluno para sua indevida presença no prédio público foram consideradas atenuantes.
- Suspensão por cinco dias: para os alunos que estavam indevidamente no prédio da Reitoria, quando da reintegração de posse, sem indicativos de que tenham adentrado o prédio ou nele permanecido anteriormente.
- Suspensão por quinze dias: nos casos em que os processados foram encontrados no interior do prédio da Reitoria ou do Bloco “G”, quando da reintegração de posse, com indicativos de que estiveram na localidade em outras oportunidades, como ocupantes ou colaboradores da ocupação; ou quando se deveria esperar do envolvido maior zelo no trato da coisa pública.
2012: O ano da Universidade sem movimento que não ia se adaptar…
Versão em pdf; 2012: O ano da Universidade sem movimento que não ia se adaptar…
O ano de 2012 iniciou-se com grandes expectativas: embalado pelas duas ocupações e a greve do final de 2011, o movimento teve um começo de ano atípico com assembleias (de curso e geral) cheias que tinham como pauta principal a continuação da mobilização. Pode-se até dizer que acreditamos que dessa vez o movimento ia para frente. Doce ilusão.
Não demorou muito para o setor eleitoreiro do movimento preparar o terreno perfeito para sua melhor performance. Um verdadeiro circo foi montado a partir de sua atividade preferida, aquela que os mobiliza e os faz vibrar, chorar de alegria e tristeza: a eleição. Quase sem intervalos emendaram uma na outra, confundiram as do M.E. com as Municipais, se aliaram aqui, brigaram ali, e pouco se importaram para o recado que todos tentaram passaram – a descrença na Democracia Representativa, o resultado: no lugar do ano da luta contra a PM, Rodas e os processos, o ano das eleições incontáveis.
Foram eleições a perder a conta: para DCE, CA’s, delegados para o XI (iiiii…) Congresso, Município – contamos essa porque muitos estudantes preferiram agitar bandeiras de seu partido e colar adesivozinhos na camiseta a ir apoiar seus colegas que estavam prestando depoimentos por causa dos processos administrativos –, RD’s da FFLCH, CA’s de novo e DCE de novo, e não se surpreenda se esquecemos alguma, pois esse ano foi de fato o ano das “Grandes mobilizações”… eleitorais.
Grandes eleições de grandes promessas, grandes chapas, grandes urnas, mas movimento pequeno. Tivemos o privilégio de testemunhar o alcance das palavras, da força das ideias: 13 mil votos para DCE, com mais de 300 diretores eleitos, quase 200 delegados no XI Congresso, todas as cadeiras de RD’s da FFLCH preenchidas, nenhum ato com mais de 600 pessoas, mais de 80 processos contra estudantes e trabalhadores, continuação do convênio PM/USP, reintegração de posse da Moradia Retomada, DCE ocupado, reurbanização das favelas próximas a USP, BUSP, câmeras, proibição da entrada de cervejas, perpetuação e aumento do poder e influência de Rodas. É explícito o quão saturado o movimento está de urnas, e a incapacidade destas de nos trazer avanços e mudanças… Todavia, o que mais é de se impressionar é que esta ainda é nos apresentada praticamente como a única possibilidade política do movimento… Espera-se que a salvação venha das urnas, sem perceber que estas fazem parte da miséria a qual se pretende superar. Tentam exaustivamente “curar miséria com mais miséria”.
Provaram mesmo que depois da tempestade vem a bonança, da agitação o marasmo, da luta a eleição. Só nos resta provar que a recíproca também é verdadeira: depois da bonança à tempestade, do marasmo à agitação, da peleguice à luta.
Rizoma – tendência libertária e autônoma
rizoma@riseup.net
fim de novembro de 2012