Mini-zine: Por que estamos nas ruas?

Compas, hoje chegou até as nossas mãos um excelente mini zine feito por um grupo auto-intitulado como: “Por que estamos nas ruas?”.

O arquivo de 2 páginas em PDF contempla de forma didática questões como nacionalismo, xenofobia e machismo nos atos, problematiza as pautas genéricas, debate a banalização dos protestos e explica a diferença entre apartidarismo e antipartidarismo.

Um excelente material para colocarmos em circulação! Imprima cópias, distribua e/ou anime-se a produza o seu material independente também! Precisamos atacar por muitas frentes.

Parabéns às/aos envolvidxs na produção do mini-zine.
Nenhum passo atrás! Seguiremos na luta!

Acessem o PDF: panfleto-por-que-estamos-nas-ruas

Inspire-se:

minizine                                                                                                                                                                                            OBS: Este é um modelo de mini-zine diferente (nas dobraduras) do mini zine que anexamos em PDF.

 

Enegrecer o feminismo

Enegrecer o feminismo em pdf

ENEGRECER O FEMINISMO: A SITUAÇÃO DA MULHER NEGRA NA AMÉRICA LATINA A PARTIR DE UMA PERSPECTIVA DE GÊNERO

por Sueli Carneiro
Fundadora e coordenadora-executiva do Geledés – Instituto da Mulher Negra São Paulo SP

No Brasil e na América Latina, a violação colonial perpetrada pelos senhores brancos contra as mulheres negras e indígenas e a miscigenação daí resultante está na origem de todas as construções de nossa identidade nacional, estruturando o decantado mito da democracia racial latino-americana, que no Brasil chegou até as últimas conseqüências. Essa violência sexual colonial é, também, o “cimento” de todas as hierarquias de gênero e raça presentes em nossas sociedades, configurando aquilo que Ângela Gilliam define como “a grande teoria do esperma em nossa formação nacional”, através da qual, segundo Gilliam: “O papel da mulher negra é negado na formação da cultura nacional; a desigualdade entre homens e mulheres é erotizada; e a violência sexual contra as mulheres negras foi convertida em um romance”.

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Quem tem medo da autogestão?

Retirado de: http://cecscoletivo.blogspot.com.br/2012/11/quem-tem-medo-da-autogestao.html

Por CECS UFRGS

 (ou o Bicho de 7 cabeças dos Cientistas Sociais)
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Autogestão não funciona, ela estagnou o curso, é coisa de “anarco”, em casa de C.A. de luta não entra. Ou qualquer outro argumento que  vá desqualificar e criar um mito que Autogestão é coisa de maluco e gente que não quer se organizar.
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Autogestão são formas de organização que tem como base a auto organização dos indivíduos, ou seja, que cada um assuma para si espaços que são controlados por alguns, seja no trabalho como Cooperativas, seja no governo como em uma Comuna, ou, no nosso caso, enquanto um C.A horizontal, autônomo e coletivo.
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Essas características não trazem consigo desorganização, tudo depende do objetivo e do formato que o grupo se propõem. Não podemos dizer que exista um modelo certo de Autogestão, mas sim experiências práticas, ou seja,  Autogestão não é igual, cada grupo se organiza de um jeito, em torno de uma prerrogativa mínima: não existem líderes nem hierarquias. Todos são responsáveis por aquilo que se propuseram fazer juntos, e isso não quer dizer “todo mundo fazendo tudo toda hora”, ou “é de todos, logo, não é de ninguém” e sim que a partir das disponibilidades de cada um, todos se comprometam com aquilo que podem fazer, sendo responsabilidade coletiva cobrar por essa colaboração individual para o fim comum.
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Sendo assim, nossa proposta de Autogestão não é profanar com a Organização, para nós Organização e Autogestão caminham juntas. Para coletivizar nosso Centro Acadêmico, não faremos sozinhos, é necessário muito mais que a participação em uma gestão. É necessário que cada um seja responsável pelos rumos e caminhos a serem trilhados enquanto grupo. É um pouco mais trabalhoso, mas autonomia e liberdade possuem uma contrapartida, que pode não ser tão pesada quanto parece se todos decidem embarcar juntos na mesma jornada.
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Portanto, quem tem medo da Autogestão é quem tem medo de perder poder, e nós não queremos conservar e concentrar esse poder, mas sim dividir e criar novas relações de poder no cotidiano do curso.
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Assim, queremos explicar como pensamos em acabar com as coordenações sem acabar com o Centro (?) Acadêmico.
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Na apresentação abaixo “desenhamos” as instâncias que estamos pensando para o CECS.