Vitória da UFSC – Fora PM!

Retirado de Levante do Bosque

ESTUDANTES DECIDEM PELA DESOCUPAÇÃO DA REITORIA!

Acaba de ser aprovada, por contraste, em Assembleia Geral, a desocupação da reitoria da UFSC. A desocupação foi condicionada à aprovação, por parte da administração-central, de carta de compromisso com 13 pontos assinada pela Reitora Roselane Neckel, onde todas as nossas reivindicações foram acatadas.

A ocupação da reitoria aconteceu como reação à ação truculenta, ilegítima e desproporcional por parte da polícia ocorrida no Bosque do CFH, no dia 25 de março. Durante todo o período de ocupação, os estudantes se esforçaram de todas as formas para informar, dialogar e debater sobre a questão de segurança e violência no campus, expandindo seu debate para outros assunto de relevância na universidade, como questões de permanência estudantil, opressões, debate sobre criminilização do consumo de drogas, hospital universitário, etc.

Saímos dessa ocupação de cabeça erguida, fortalecidos e vitoriosos, mostrando que os estudantes organizados podem, sim, definir os rumos da UFSC. Foi uma luta intensa a que construímos, onde a mídia tradicional e parte da comunidade tentou a quaisquer custos falsear as informações e a verdade sobre o ocorrido. Essa vitória demonstra mais do que o poder dos estudantes em conquistar suas pautas, demonstra que prevaleceu na história a verdade dos mais fracos, a verdade do oprimido.

Nosso movimento não acaba hoje. Seguiremos reivindicando nossas pautas. Faremos um ato no dia 1 de abril, em memória das vítimas da Ditadura Militar e contra a Militarização da Polícia. Em breve divulgaremos a nota oficial do movimento, com todos os encaminhamentos definidos em Assembléia!

Queremos agradecer imensamente todos que curtiram, compartilharam e acompanharam a ocupação, sem a ajuda e apoio de todos nada disso teria sido conquistado. Mesmo com o fim da ocupação, o Levante do Bosque segue firme, sempre na luta por uma sociedade mais justa e igualitária.

Seguimos!

“pelo poder da verdade, eu, enquanto vivo, conquistei o universo”
Fausto – Goethe

Foto: ESTUDANTES DECIDEM PELA DESOCUPAÇÃO DA REITORIA!

Acaba de ser aprovada, por contraste, em Assembleia Geral, a desocupação da reitoria da UFSC. A desocupação foi condicionada à aprovação, por parte da administração-central, de carta de compromisso com 13 pontos assinada pela Reitora Roselane Neckel, onde todas as nossas reivindicações foram acatadas.

A ocupação da reitoria aconteceu como reação à ação truculenta, ilegítima e desproporcional por parte da polícia ocorrida no Bosque do CFH, no dia 25 de março. Durante todo o período de ocupação, os estudantes se esforçaram de todas as formas para informar, dialogar e debater sobre a questão de segurança e violência no campus, expandindo seu debate para outros assunto de relevância na universidade, como questões de permanência estudantil, opressões, debate sobre criminilização do consumo de drogas, hospital universitário, etc.

Saímos dessa ocupação de cabeça erguida, fortalecidos e vitoriosos, mostrando que os estudantes organizados podem, sim, definir os rumos da UFSC. Foi uma luta intensa a que construímos, onde a mídia tradicional e parte da comunidade tentou a quaisquer custos falsear as informações e a verdade sobre o ocorrido. Essa vitória demonstra mais do que o poder dos estudantes em conquistar suas pautas, demonstra que prevaleceu na história a verdade dos mais fracos, a verdade do oprimido.

Nosso movimento não acaba hoje. Seguiremos reivindicando nossas pautas. Faremos um ato no dia 1 de abril, em memória das vítimas da Ditadura Militar e contra a Militarização da Polícia. Em breve divulgaremos a nota oficial do movimento, com todos os encaminhamentos definidos em Assembléia!

Queremos agradecer imensamente todos que curtiram, compartilharam e acompanharam a ocupação, sem a ajuda e apoio de todos nada disso teria sido conquistado. Mesmo com o fim da ocupação, o Levante do Bosque segue firme, sempre na luta por uma sociedade mais justa e igualitária.

Seguimos!

"pelo poder da verdade, eu, enquanto vivo, conquistei o universo"
Fausto - Goethe

[Segunda-feira] Reunião Aberta do Rizoma

Já ouviu falar do Rizoma?

Ouviu bem, ouviu mal, quer conhecer melhor?

Acabou de chegar na USP e viu por aí uns cartazes que fizeram seu coração bater mais forte?

Viveu Junho de 2013 e quer seguir na luta?

Fazemos então o convite para nossa reunião aberta!

Segunda-feira – 17/março –  às 18h

ao lado da AGB (Associação de geógrafxs brasileirxs) – subindo a escada vermelha que tem ao lado da lanchonete da História/Geografia

Saiba como participar do Rizoma: https://rizoma.milharal.org/como-participar-do-rizoma/

Polícia Civil invade comunidade do Moinho, na capital

Retirado de http://spressosp.com.br

Segundo testemunhas, agentes atiraram a esmo e apreenderam pelo menos um menor de idade; no momento, moradores bloqueiam os dois sentidos da Avenida Rio Branco em represália à ação da polícia

Por Igor Carvalho e Anna Beatriz Anjos

Moradores da comunidade do Moinho fecham os dois sentidos da Avenida Rio Branco em represália à ação dos policias do DENARC (Foto: Igor Carvalho)

Moradores da comunidade do Moinho fecham os dois sentidos da Avenida Rio Branco em represália à ação dos policias do DENARC (Fotos: Igor Carvalho)

Policiais do Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico) realizaram ação na comunidade do Moinho, centro de São Paulo, na tarde desta terça-feira (25). Segundo testemunhas, eles agiram de forma truculenta. Em represália à ação da polícia civil, moradores atearam fogo em móveis e colchões e bloqueiam, neste momento, os dois sentidos da Avenida Rio Branco. A Policia Militar está no local e tenta dispersar o tumulto com bombas de gás lacrimogêneo e tiros de bala de borracha.

O líder comunitário Caio Castor conta que os agentes, que chegaram em uma viatura descaracterizada, atiraram a esmo. Quem estava no local reagiu com pedradas. Neste momento, o carro recuou e retornou acompanhado de outro. A situação se repetiu: vários tiros sem alvo e bombas de gás lacrimogêneo. No chão, próximo ao local de onde foram feitos os disparos, há muitas cápsulas. Segundo uma moradora que não quis se identificar, os policiais rondaram a entrada da comunidade por algumas horas antes de efetivamente entrar, o que teria acontecido por volta das 17h45. “Foi desesperador. Eles entraram atirando para matar. Está todo mundo com medo e a gente acha que eles vão voltar à noite pra terminar o serviço”, relatou à reportagem do SPressoSP.

Bombeiros tentam controlar as chamas da barreira montada pelos moradores

Bombeiros tentam controlar as chamas da barreira montada pelos moradores

Outro morador, que também preferiu preservar sua identidade, disse ter sido atingido por uma das bombas lançadas.  “Eu levei um susto. Estava na entrada da favela quando atiraram uma bomba que pegou na minha cabeça. Me escondi do lado da lixeira e acho que só por Deus os tiros não pegaram em mim”.

O Denarc confirmou que detenções foram realizadas, mas não informou quantas. De acordo com Castor, pelo menos um menor de idade foi apreendido.

 

Informe na pag do facebook: faveladomoinhoresiste

 

Quem se importa com a morte de mais um José?

Por Negro Belchior 

“Mandaram meu filho ajoelhar e o assassinaram”

A frase acima é do pai da vítima, o senhor que você vê na foto, que afirma que o rapaz foi assassinado por PMs. Revoltados, moradores incendiaram dois ônibus e fecharam via na Zona Norte do Rio

Mais uma operação da Polícia Militar carioca, agora no Morro São João, no Engenho Novo, terminou com a morte de um civil – um jovem negro, para não fugir a regra. Na noite desta quarta-feira, José Carlos Lopes Junior, de 19 anos, teria sido sumariamente executado por policiais militares – segundo relatos de moradores publicados pelo jornal carioca O Dia. Após essa ação da PM, dezenas de moradores da favela, que conta com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde janeiro de 2011, fecharam o acesso principal e incendiaram dois ônibus.

O pai da vítima, José Carlos Lopes, afirmou o seguinte ao jornal:  Mandaram meu filho ajoelhar e o assassinaram. Que polícia é essa? Por isso que sumiram com o Amarildo e não acontece nada”.

E o Rio sangra…

Há muitos anos movimentos sociais brasileiros e organizações internacionais denunciam a política de segurança e a permanente ação genocida das polícias no Rio de Janeiro e de todo o país.

O Estado e suas polícias – que são inclusive glamourizadas no cinema — têm suas ações legitimadas pelos grandes meios de comunicação que repetem o discurso sobre a necessidade de se garantir a segurança do “cidadão de bem”, além de contribuir para que a violência seja considerado algo natural, desde que por uma suposta legítima defesa e, também, é claro, desde que dirigida a um alvo determinado – e aí os “alvos” são, quase sempre, não por acaso, pobres e pretos.

Quem se importa com a morte de mais um José?

Que grande jornal televisivo cobrirá a dor da família?

A “opinião pública” vai exigir uma caça ao vivo e em tomadas cinematográficas do suspeito pelo assassinato de José?

Debateremos leis mais severas para coibir a ação dos assassinos a serviço do estado?

Ouviremos discursos emocionados de âncoras nos telejornais das grandes redes de televisão?

Especialistas analisarão, em horário nobre, a fragilidade de uma democracia que promove com seu aparato armado, uma carnificina muito maior que a registrada em nossas duas ditaduras civil-militares?

A Polícia Federal será acionada para encontrar, seja onde for, o “foragido”?

Ah, ele não está foragido! O fardado que apertou o gatilho será comemorado e ganhará mais status em sua corporação.

E logo virão as cenas do próximo capítulo…

E a poesia dos Racionais…  cada dia mais sentido faz!

 “Recebe o mérito, a farda, que pratica o mal.

Me vê , pobre, preso ou morto, Já é cultural”.

Racionais

Lei “Anti-Terrorismo”

O caso do cinegrafista da Band como apontado no texto do MPL e  no blog Como se Calcula um Valor de Uma Morte? é mais uma forma de viabilizar a crescente criminalização dos movimentos sociais. Uma prova disso é que após os últimos atos contra o aumento da passagem, tem se intensificado o apoio a aprovação da lei que versa sobre terrorismo no período da Copa do Mundo. Um comentário sobre essa matéria é que a fala do senador Jorge Viana (criador do projeto) do queridíssimo PT não faz o menor sentido.images (1)

Caso seja aprovado, o crime de terrorismo contra coisa é de 8 à 20 anos, inafiançável e sem a possibilidade de graça ou anistia (!).

Matéria retirada do Blogs do Estadão, escrito por Marcelo de Moraes.

Depois da morte de cinegrafista, Senado pode votar urgência de projeto que tipifica terrorismo

O senador Jorge Viana (PT-AC) ocupou nessa tarde a tribuna do plenário para defender a aprovação do regime de urgência para o projeto que tipifica o ato de terrorismo no Brasil. Para o senador, a morte do cinegrafista Santiago Andrade, da Band, foi exatamente isso: consequência de um ato terrorista.

O projeto de lei 499/2013 da Comissão Mista do Congresso para a Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação de Dispositivos da Constituição Federal institui e tipifica o crime de terrorismo no Brasil. Ele está pronto desde o ano passado para ser votado pelo plenário do Senado, mas precisa que seu regime de urgência seja aprovado.

“Foi usado um explosivo. Não é um rojão de festa junina. Foi usada uma bomba. Muitas pessoas poderiam ter morrido. E aí dizem: não, foi um rojão; era uma coisa… Não. É uma bomba feita com pólvora e com detonador, que, se acendida e apontada para um grupo de pessoas, mata muitas pessoas. E ela foi colocada nas costas do jornalista para matar, para causar danos. Foi, sim, uma ação terrorista o que nós vimos na manifestação. Aliás, tem-se repetido. É uma manifestação terrorista quando o jornalista não pode trabalhar cobrindo uma manifestação, quando alguém encapuzado, com máscara, proíbe que o jornalista trabalhe. Isso é uma ação terrorista. Isso não está previsto em nenhuma lei deste País”, afirmou Viana no discurso.

Como o Senado hoje praticamente apenas discutiu em plenário a morte de Santiago, é possível que esse clima facilite a tramitação e aprovação do projeto do terrorismo.

Trecho de matéria retirada da Folha Centro Sul.

Fifa manda e senado pode aprovar lei que enquadra manifestantes como ‘terroristas’ durante a copa do mundo

O projeto “define crimes e infrações administrativas com vistas a incrementar a segurança da Copa das Confederações FIFA de 2013 e da Copa do Mundo de Futebol de 2014, além de prever o incidente de celeridade processual e medidas cautelares específicas, bem como disciplinar o direito de greve no período que antecede e durante a realização dos eventos, entre outras providências”.

Dispõe o art. 4º:

“Provocar ou infunditerror ou pânico generalizado mediante ofensa à integridade física ou privação da liberdade de pessoa, por motivo ideológico, religioso, político ou de preconceito racial, étnico ou xenófobo: Pena – reclusão, de 15 (quinze) a 30 (trinta) anos.

§1º Se resulta morte: Pena – reclusão, de 24 (vinte e quatro) a 30 (trinta) anos.
§ 2º As penas previstas no caput e no § 1º deste artigo aumentam-se de um terço, se o crime for praticado: I – contra integrante de delegação, árbitro, voluntário ou autoridade pública ou esportiva, nacional ou estrangeira; II – com emprego de explosivo, fogo, arma química, biológica ou radioativa; III – em estádio de futebol no dia da realização de partidas da Copa das Confederações 2013 e da Copa do Mundo de Futebol; IV – em meio de transporte coletivo; V – com a participação de três ou mais pessoas.

§ 3º Se o crime for praticado contra coisa: Pena – reclusão, de 8 (oito) a 20 (vinte) anos.
§ 4º Aplica-se ao crime previsto no § 3º deste artigo as causas de aumento da pena de que tratam os incisos II a V do § 2º.
§ 5º O crime de terrorismo previsto no caput e nos §§ 1º e 3º deste artigo é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia”.